Correr no “achismo” funciona por um tempo, mas tem um teto. Quem evolui de verdade aprende a treinar com referências — e três delas formam a base de qualquer planejamento sério: o pace, a frequência cardíaca e a percepção de esforço.
Pace: o seu ritmo
O pace é o tempo que você leva para correr cada quilômetro. Ele serve para garantir que o treino fácil seja realmente fácil e que o treino forte tenha a intensidade certa. Sem essa referência, é comum correr rápido demais nos dias leves e devagar demais nos dias que pediam intensidade.
Frequência cardíaca: o esforço por dentro
A frequência cardíaca mostra o quanto o seu coração está trabalhando. Ela ajuda a manter cada treino dentro da zona adequada, evitando que você force além do necessário ou fique aquém do estímulo que geraria evolução.
Percepção de esforço: a sua leitura
A PSE é o quanto você sente que está se esforçando, numa escala simples. Parece subjetiva, mas é uma das ferramentas mais valiosas — porque considera sono, estresse e cansaço acumulado, coisas que o relógio nem sempre capta.
Sozinho, cada indicador conta só parte da história. Cruzar os três é o que separa treinar muito de treinar bem — e é exatamente esse ajuste fino que um acompanhamento faz semana a semana.
